quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Histórias de amor sempre tem 3 minutos a menos"

Antes do real começo, quero observar que, junto com o título “De tanto bater meu coração parou” (Fra), “Histórias de amor duram apenas 90 minutos” faz um belo par de títulos fortes e poéticos.

Você já ouviu falar de TEATRO filmado, né? Aqueles filmes arrastados, monótonos, às vezes chatos mesmo, geralmente baseados em texto teatrais ou algo que o valha!

Pois percebo de cara que esse novo filme nacional é LIVRO filmado! Mas aí você pode me perguntar: - Porra Henrique, mas é só o que tem agora: Crepúsculo, Harry Potter, Entrevista com um vampiro, etc. Sem citar outros mais importantes como Poderoso Chefão, Senhor dos Anéis, entre outros.

O que quero dizer, é que sensivelmente você vai se envolvendo, vai se envolvendo e se utilizar um tantinho de imaginação, o filme passa a impressão que é um livro que vai sendo ditado em imagens, frases e diálogos. Fica exposta essa sensação! Mais genial e algo digno de destaque, quando se faz a ligação entre o fato do personagem ser um escritor e a maneira como o filme tem esse original estilo narrativo!

INÍCIO
“Sempre tive uma simpatia especial por suicidas. Acho que foram os livros que eu li quando era mais jovem... Os filmes. Os meus heróis sempre se matavam no final. Sempre por causa de uma mulher. Mas apesar de toda essa simpatia pelos suicidas, nunca tive coragem de me matar! Sei lá... Acho que sou meio covarde. Ou então, acho que não encontrei a mulher certa”

E aí, ao aparecer a mulher do personagem de Caio Blat – muito pessoal isso - uma mulher com uma beleza inocentemente nefasta, sexualmente provocante na sua tranqüilidade e despretensiosamente charmosa, além de uma soberba capacidade intelectual, os menos incautos profetizam: “aí vem uma crônica anunciada de um desastre amoroso!”

Entendido isso, paulatinamente os níveis amorosos são expostos. A diferença entre o casal fragiliza a relação, a relativa incompatibilidade pênis X vagina, o leve desapego, o cinema separados, o terceiro corpo, a falha humana... e daí para o desastre anunciado é só esperar algo entre os 90 minutos.

Mas olha, nada assim melancólico e depressivo. Pelo contrário, até bem real e encarado com muita naturalidade pelos personagens (o que a porcaria da Globo não faz com atores talentosos!) resultado da competência dos artistas. Afinal, nada melhor do que você saber que está fazendo merda, e por isso no final vai dar merda, mesmo que você ache que não vai dar!

MEIO
“Passei o dia todo incomodado, como se tivesse um fio de cabelo engasgado no meio da garganta! É normal que uma pessoa traída fique obcecada pelo outro que roubou seu amor! É da natureza dos cornos estabelecer comparações, num processo racional pra compreender aquilo que em princípio é inaceitável: ser trocado por outro! É imperativo conhecer o adversário! Saber o que ele tem de superior, de diferente, de bom, o que ele... O que ELA tem... Que eu não tenho!”

INTERLÚDIO (histórias que não são de amor)
Meu irmão, levei uma queda hoje a tarde! Quase me lasco! Cai de cú no chão, literalmente, quando ao banhar, sai nú e todo ensaboado da porra do banheiro dos fundos, pra atender o telefone. Agora imagina essa cena ridícula. Até eu morri de rir na hora, apesar da puta dor! Na curvinha da cozinha pro cômodo que tem uma mesa de almoço/jantar (que não serve pra outra coisa senão acomodar discos, livros, filmes e outras coisas bobas e pequenas) passei direto na curva, levitei, e como não sou nenhum paranormal, não parei no ar... me espatifei no chão, entre a mesa e o móvel que guarda prato, talher e essas merdas todas! Quase pipoco minha cabeça nesse móvel, pois caí exatamente no espaço (mínimo) que existe entre os dois! Tá doendo muito essa merda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CONT. Confusão... O cara bola um “plano genial” pra resolver a situação desesperadora da relação e depois da ação e do resultado do plano ele pensa e pergunta pra mim/nós (platéia): "VOCÊS ENTENDERAM O QUE ACONTECEU? NEM EU..." Daí você imagina a eficácia desse paladino da conquista!!!!!!!!!!!!!

MAIS MEIO
“ - Deixa eu me explicar pra você! Deixa eu falar pra você o que está acontecendo!”
“ - Zeca, eu não tenho o menor interesse em ouvir nada que você tem pra me explicar. Na verdade, eu quero que você.... VÁ TOMAR NO SEU CÚ”

Agora imagina a que ponto chega uma situação para que aquela moça que descrevi lá em cima, culta, confiante, determinada e apaixonada (?), termine uma sentença usando um sonoro e prático: vá tomar no seu cú!

QUASE O FIM
Triste, abalado, descontrolado descabelado e quase embriagado, Zeca encontra (ou contrário) uma moça (porra louca, mas atraente) também entorpecida e ela diz uma das (senão "A") coisas mais sábias da película e que declino ao acordo. Segue:
“ - Coisa do coração, né? Cê levou um fora? Huum?
É chato né? É chato e dói!
Carinha, não fica assim não! Sabe o que? Eu tenho a cura pra isso, sabia?
Sabe qual é a única coisa que faz isso passar?
UMA FODA... FOOODA... HAHA
Sabe uma foda bem dada?Uma foda alucinante? É sério cara, confia em mim!!!!!

Pena que o filme não termina exatamente aí! Ainda restava 3 minutos de filme. Esse sim, seria um final adequado, um tanto mais crível.

Então descobri a única falha do filme: o título não era tão perfeito quanto eu pensei!
Deveria ser: “PERFEITAS histórias de amor duram apenas 87 minutos”

Aí sim, seria FODA!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ondas coloridas


A maior parte do nosso material de divulgação e criação vem sendo parido por essa guria aê.
Natália é publicitária da nova geração e gosto muito de como ela enxerga o mundo artístico e o da criação. Ávida leitora, gosta de "60's sounds", trabalha na concorrência, espalhou seu charme na irmã mais nova, se veste bem e tbm até nos ajuda a vestir! (quero vê-la na camisa do Clube de Rock Radiofônicos)
Bj Natália e espero que vc tenha gostado de Bowie!

Rock Gol


Enquanto não chega a música (ontem foi dia de Interferência e tudo se complica um pouco) aí vai uma informação sobre nosso próximo jogo no Rock Gol.
O horário do jogo foi "cambiado" para 7 da noite.
Pena que teremos que ir tocar na mesma noite e todos iremos sem banhar! Quero ver se sou irresistível com um cheirinho de "macaco morto a bofete"!!!!!!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Doído ou doido?


oi
Nem tinha reparado, mas que coincidência: a música que quero compartilhar com vcs tem muito a ver com a foto do Radiofônicos F. C. lá embaixo.
Não tô conseguindo "upar", mas tô tentando aqui improvisar!
Sabe aquela canção que te surpreende e faz a marca? Pois sai marcado do fds por ela!
Aguarde!

"All you need is love"


Fim de semana movimentado e divertidíssimo.

Escolher ir no segundo dia de shows da banda cover dos beatles, mostrou ser a decisão mais acertada que fiz. Senti-me afastando o mal! hahahahaha(tbm não poderia ir na sexta!)

Creio que tenho dificuldades pra ir a shows ou qualquer aglomeração. Acho que curto a arte de uma maneira peculiar. Primeiro não gosto de ficar perto de pessoas... Sim... Pessoas. Quando toco é diferente.Há um distanciamento mínimo que aproveito ao máximo.

Ver tanta gente desconhecida me fez bem. Sim, porque o prazer de não ter que falar com conhecidos, desconhecidos ou desagradáveis foi um presente. E o aniversário era do Alex! Tava numa noite estranha! Eu queria ir! Queria curtir o show! Com despredimento e muita vontade de ouvir os caras tocando, rir bastante (com as pessoas que estava nem é difícil), entorpercer os sentidos e caminhar passos livres e despreocupados.

O lugar até contribuiu. Ar livre e céu aberto!

Manoel também passou por lá (desculpe amigo n ficar tão por perto tamanha minha euforia) com seu raro (no sentido de único) bom humor e com sincero gostar!

Me diverti?

Claro. Como eu perderia essa oportunidade que juntou a sensação de realmente querer ver um espetáculo, saber que só estariam pessoas que gosto de verdade ao lado e um "lugar do caralho"?

Não tinha pessoas que queriam se "descabelar", não era um lugar onde as "pessoas são afudê", mas... Eu levei as minhas próprias! Isso bastou! Muita história pra contar! Acho que vou querer contá-las no Interferência! Algumas, né? hahahaha

Até lá

Rock Gol (Clube de Rock Radiofônicos)


Essa é a formação do nosso time que iniciou o campeonato com vitória: 18 x 2. E não jogamos contra um time de zumbis, tá?

(em pé) Rubinho, Toineto, Marquim, Hemington, Laércio
(agachados) Joelson, Henrique, Marcelo e Beto

Todos os domingos de agosto e setembro teremos jogos e shows. No próximo domingo de Rock Gol, também tocaremos! Os shows acontecem 9 da noite no Raízes. Entrada franca!

Espero que fiquemos no páreo.

sábado, 14 de agosto de 2010

Clube de Rock Radiofônicos


Próximo domingo começa um evento que mistura futebol e música: Rock Gol Teresina.
Apresento o uniforme da agremiação formada pelos radiofônicos!
Arte finalizada por Natália Hisse seguindo orientações de Henrique. Modéstia parte, o resultado representa com competência as habilidades futebolísticas e roqueiras da nossa trupe!
Até lá!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Festival TERESINA É POP 2010


Para comemorar o aniversário de Teresina, iremos tocar no domingo 15 ago no Festival Teresina é Pop!

Muito felizes estamos de participar do primeiro time das bandas locais e participar desse importante festival!

Afudê

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Esses loucos e suas músicas maravilhosas"


Inusitada felicidade vinda da sensação de dever cumprido, com um pouco de audácia e muita simplicidade, foi a sensação logo após a execução do show em homenagem a Roberto Carlos.

Ouso afirmar que todos os presentes, sem exceção, saíram com a melhor das impressões sobre 7 caras com talentos individualíssimos (acorde que nem sempre talento é sinônimo de algo positivo, e o talento de tirar alguém do sério é o pior e o melhor de todos os talentos) e que tem a música em suas vidas como estigma.

Explico. Esse dom de multiplicar acordes, harmonias, melodias e tudo que fabrica uma canção, felizmente não possui moradia em todos. Parece que alguns são abençoados, escolhidos, incumbidos de elevar as emoções, expô-las de forma inexplicável. Inexplicável porque o amontoado de reações diante de uma música e do fato de poucos serem os órgãos involuntários do corpo deixa tudo isso um pouco mais confuso.

Foi algo entre 20 canções de Roberto Carlos – a principal estrela da noite – uns Beatles aqui e músicas do nosso disco que está por vir, acolá.

Percebi o espanto da platéia através de animados e eufóricos aplausos. Acho que eles não esperavam realmente se deparar naquela noite com uma apresentação honesta e com a força individual de cada um dos integrantes da banda!

Acho que até as pessoas que freqüentemente acompanham a banda e como conseqüência transformam a contínua presença num displicente hábito, tiverem arrancadas de si, aquela reserva de emoção que fica pra resguardar crises e a monotonia!

Henrique, Humberto, Marquim, Laércio, Antonio Neto, Hemington e Vinícius!

Foi realmente um momento especial, e digo sim... Inesquecível!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

os 7 "quase" cabeludos

É sábado 07.08! Radiofônicos toca Roberto Carlos.

Hoje foi o primeiro ensaio que sentimos a "onda", mora?

Já deu até pra arrancar arrepios, sensações e angústias das letras e melodias do repertório escolhido!

Priorizamos canções que falam de amor, separação, leve desespero e a felicidade de ser triste ou a tristeza de ser feliz!

Percebo, na feitura e construção desse show, que Robertão é mesmo insuperável!

A banda está quase afiada. Pouquíssimos "detalhes" (que não entra no repertório!) faltam!

Quer saber as canções?

Algumas: Palavras, Querem acabar comigo, Cavalgada, Nasci para chorar, Sonho lindo...

Basta! Agora vá lá! Bar Água de chocalho (Av. N S de Fátima).

bjs

domingo, 25 de julho de 2010

Era uma vez 2 verões... e outro filme


Filme nacional com bom elenco (cômico) e a direçao de Guel Arraes provavelmente será boa experiência.

Mudando de assunto: Jorge Furtado tbm é sinônimo de qualidade! Ainda mais se vc pode ter a oportunidade de ver e ouvir o sorriso mais lindo do mundo (saiba que ele é)!

Outro assunto: sempre fui com a cara das quartas-feiras. não pergunte porque! sabe? rir depois do trabalho numa sessão de cinema lembra Peter Bognadovich.

???????? o número 42, ao lado da sequência de números de lost, formam pra mim um místério junto com "18" e "50"! Adoro cinema!

Cheios de mistério também são número que misturam datas de nascimento!

Não existe mesmo sorriso mais bonito que o seu!

Sorrir junto é bom?

próximo sábado


Só pra reforçar o convite! Sábado 31.07...
Fizemos nossa inscrição no Teresina é Pop 2010. Quarta sairá resultado. O festival acontece em agosto e comemora o aniversário da nossa cidade!
Estamos ansiosos com essa participação importante num dos principais palcos da música local!
bjs bjs bjs

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Show para comemorar o Dia Mundia do Rock

Oi gente...

Dia 31.07 (sábado) iremos comemorar a música!

Radiofônicos e The Class no Raízes.

Prometo um show honesto, divertido e rebelde.

Mais uma vez agradeço as visitas e principalmente os recados de todos que me visitam. Prometo um texto bem bacana pra satisfazer os desejos de fúria e riso.

beso beso beso e mais besos

foto arte: Natália Hisse

terça-feira, 13 de julho de 2010

Novidades sonoras


Rolou nesse exato momento uma idéia triafû para nosso vídeoclip... Aguadem




Tempos atrás programamos um show só om músicas (legais) de Roberto Carlos.

Como nossa cidade é invadida por shows de gosto duvidoso e habitada por pessoas que de manhã escutam "The Byrds" e à noite "Asa de águia", decidimos não corre riscos que poderiam trazer grandes prejuízos.

Mas agora parece que o show irá acontecer. Adianto que a data será 07 de agosto. Mais informações precisas adiante.

Enquanto isso...


domingo, 11 de julho de 2010

pequena disfunção da vontade de amar


Depois de um sonho, isso me veio à cabeça e aí vai.
Pra evitar maiores problemas e estabelecer limites e regras, eis a provável solução:
- Oi.... Sou eu...Tô ligando porque quero sair com você pois ainda te acho uma boa trepada. Tenho uma lista de meninas que julgo satisfazer esse requisito e você é uma delas! Acho que seria legal se a gente se visse porque sei que vai ser bom. Sei que nós não vamos entrar numas...
- Ei... Que bom que você ligou... Dia desses tava pensando em você! Tô fazendo nada. Passa aqui e me pega.
Claro que isso acontece – trepar só pra trepar – mas é mais comum que o diálogo acima aconteça com outras palavras e a intenção mascarada por gentilezas, insinuações e ausência do que quer dizer realmente.
Bem, disse “provável solução” lá no começo, porque ainda que seja assim, com intenção definida, a direção das coisas ainda pode surpreender e, portanto, acredite na possibilidade do ritual não ter o desapego que a intenção desejava.
Aí entra o problema, porque mesmo com a honestidade estampada e a possibilidade da pessoa no outro lado da linha achar a mesma coisa, ela (ou ele) sempre, lá no cantinho escondido da mente, invariavelmente alimenta a probabilidade de ser algo mais do que muito provavelmente será: só uma trepada.
Uma das pontas dessa equação sexual que deveria ser simples, anseia que algo amoroso nasça e as expectativas ficam brotando junto com cada estocada masculina ou rebolado quente feminino.
Porém, entenda:
1 – pode sim ser só uma trepada
2 – se ela continuar na lista e permanecer, as coisas podem se complicar
3 – muito provavelmente você e ela não seja os únicos a trepar um com o outro e recebam outras ligações sinceras
4 – você não liga só pra ela
5 – ela não recebe só telefonemas seus
6 – muitos telefonemas sinceros pra uma pessoa só, podem desestabilizar a intenção
7 – se você pensa como eu na maioria das vezes, será sim, só uma trepada
8 - se você sente como eu, corre sérios riscos amorosos
9 - se ligar assuma os risco
10 – Se um dia amar, pare de ligar

Quando a chama apaga?


É exatamente isso que não está escrito com clareza! E pelo menos pra mim, difícil acertar como se comportar.

Em todos os lugares (pessoas, moças, amigos, filmes, músicas, casais, livros...) que você oportunamente passa, a resposta pra essa pergunta ecoa. Resposta?

Existem traços fortíssimos que indicam a flama diminuindo – falta do riso; irritações desproporcionais; olhares que secretamente analisam; comparações desnecessárias e exageradas que confundem mais do q esclarece; solitude natural (atente que não é a mesma coisa que solidão); solicitude aventuresca – e apontam pra outras direções diferentes daquele amor que deve importar, aquele ao qual você está se dedicando ou pelo menos deveria estar.

Bem, isso começa com uma questão importante: por que prolongamos relacionamentos por tempo mais que necessário só para não machucar a(o) companheira(o)?

O problema é que isso se entrelaça radicalmente com a chamada “segunda chance”.

Qual o conflito que se ergue entre esse possível prolongamento desnecessário e a oportunidade da segunda chance? Onde um se confunde com o outro? Será que a segunda chance não se origina exatamente da obrigação de se prolongar o que parece desvanecer?

Mais conflituoso então, trata-se, do dia seguinte que não enxergamos, da próxima página que não temos chance de conhecer, portanto permanece o mistério do pós “final feliz”. Acredito que essa incógnita influencia o referencial que precisamos na hora de clarear as idéias e tomar as decisões deixando as coisas muito confusas. Percorrer as etapas do olhar, sentir, conhecer, seduzir, beijar, brigar, amar, decepcionar, separar, desesperar, xingar pra sentir que tem que voltar é o espetáculo mais previsível que protagonistas e espectadores conhecem muito bem. O problema é quando as cortinas se fecham, todos viram as costas, saem da sala e ficam só os dois, um para o outro.

Me diz por favor... Trata-se de um salto no escuro que somente antes, um momentinho antes de partir pro desconhecido, apartar-se do corpo, saberemos a resposta? Não, não pode ser assim.

Poxa, mas não é com esse corpo que eu amo? Não é nessa armadura imperfeita que suportamos os solavancos do amor? Me manda um sinal pra arriscar o meu se tiver de ser assim!

E aí falam assim um pro outro, apesar do amor visceral:

- Eu te amo, mas preciso de um tempo. Preciso me conhecer e curar algumas coisas pra estar preparado pra você.

- Huuummm... Ok

Acredito que isso pode ser até verdadeiro. Mas vamos combinar que isso é uma merda bem confusa.

Meu deus, o que é? Uma aposta? Um jogo? Um investimento biológico? Um tratado científico exato?

Feliz e muito aliviado em saber que ainda existem indicadores (que palavra ruim pra se referir ao amor), códigos, sinais, clichês e reações reveladoras: sentir o coração alterar-se ao menor sinal da sua aparência na multidão, ver um objeto que seria o presente perfeito pra ela(e), o filme que você adia pra poder assistir junto e o que você assiste e sabe que ela(e) também gostaria (por ser bom, pra te agradar ou mesmo só pra fingir que segue sua velocidade), bater punheta pensando nela, saber o que ela come, vontade repentina de meter nela, saber que em determinada hora e assunto ela é uma “porta” e ainda assim rir disso, gostar de saber que ela fala de você com orgulho apesar de que você pôde ter sido um filha da puta dias atrás... e mais tantos outros.

Mas aí vem outro problema cabuloso e que altera a tal “chama”: mentimos pra não magoar o outro?

Quando e quanto numa história de amor cabe a mentira? Ao mentirmos será que ao invés de – aí vai o senso comum e de alguns especialistas- estarmos poupando quem amamos, não estamos impedindo que ela(e) encontre alguém disposto a não mentir?

Você aí!!!! Você pode confessar, assumir ou pelo menos se solidarizar com quem tem essas dúvidas e se sente impedido de ter um filho com alguém que se sabe “ser especial”, de ter uma cumplicidade na manhã seguinte antes de ir para o emprego, de ser impelido pela desafiante monotonia e pelo desleixo e vestir roupas de dormir anti-sexual sem pudor?

Nesse pardieiro de idéias sobre o amor, que tal se render? Saber que você não vai vencer e que inevitavelmente a chama vai apagar e assim ter coragem de dizer um sincero amo você com as prováveis falhas de conduta e intensidade?

De dentro da euforia e do natural espírito inquieto de quem ama e quer ser amado, sabemos que lutaremos para que cada dia seja feliz junto com esse amor que imagino não saber patavinas sobre ele. Julgo não haver outra saída.

Inevitável questionar: que amor é esse que eu guardo e reservo a você e ao qual você me retribui? A chama vai arder?

Sei que nunca saberei dessa resposta olhando pra você do lado de cá. Tenho que estar do lado de lá perto de você.

Por tempo indeterminado continuarei sem saber!

Amo você... Pelo menos quero tentar e pensar assim... Isso é suficiente pra você, pra mim e pro nosso amor?


texto fortemente inspirado por um filme de amor e músicas do Gomez

terça-feira, 6 de julho de 2010

EXCLUSIVO - Músicas novas


www.myspace.com/radiofonicos é um lugar bem bacana pra vc conferir um pouco do nosso som e imagens exclusivas.
além disso, com ineditismo, nessa quarta (06.07) você vai ouvir 02 novas músicas dos Radiofônicos em versões alternativas.
Dê uma passada lá e deixe aqui seu comentário sobre essa nossa nova fase!
bjs e abraços muito felizes de quem adora tocar guitarra pra vcs se divertirem com minha cara!!!!
foto: Natália Hisse

domingo, 27 de junho de 2010


ando muito ocupado e com pouco espaço na cabeça pra escrever.
minhas sinceras desculpas por esse hiato nas escritas. vou tentar equilibrar isso e estar mais presente.
fica a dica dessa festa!
bjs
Henrique

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"ela e dele"?


primeiro pedir desculpas pela ausência... sem postagens de Pedro II, sem postagens da bandas - por enquanto - (minha doce Natália não tirou as melhores fotos e portanto não quis postar nada que desmereça seu valor!)

daqui a pouco falo sobre a banda, que toca nesse fim de semana no Salão de Humor

bem, como poucos que me conhecem sabem, conto na metade dos dedos de uma mão o número de sons que gosto com mulheres cantando!

o mínimo qu se espera de um ser vertebrado e racional é que o mesmo não seja um jumento radical!

pois pronto... She and Him, um duo que junta M. Ward (guitarrista e produtor) e Zooey Deschanel, uma atriz que mostra suas performances em filmes menores e indenpendentes, dentre os quais destaco "500 dias com ela", um filme amoroso sobre os sabores e dissabores do amor.

o som?

seguinte: chamam de indie folk, new folk ou o caralho que o valha... pra mim: canções que lembram os valiosos anos 70 com melodias e arranjos simples feitos para violão e uma pequena e doce voz e que numa virada ou outra se encontram com baixo e bateria para dar ritmo ao sexo (não qualquer tipo de sexo... aquele que mistura tara e amor, ódio e sedução, medo e futuro).

pode ser que você não se lembre deles no verão que vem, mas é uma boa dica pra uma pequena aventura amorosa que pode se tornar grande.

odeie os moderninhos que fazem biquinho para falar que a nova sensação é essa banda!

compre ou baixe e ouça simplresmente para sair dessa vida de trepar qualquer pessoa... definitivamente... "um som pra fuder com uma pessoa só"... aquela que pode ser o "A e o Z"!

na hora da despedida não esqueça de desenrolá-la do lençol e beijá-la na bunda!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

please don't kill me...

... morto por um sevalgem que carregava uma garrafa de coca-cola!!!

infinita piedade!