sábado, 18 de junho de 2011

Congratulações... E sinto muito

Esbarrei com eles novamente!

A primeira vez foi em "Congratulation... I'm sorry (1996)", felizmente lançado no Brasil. Digo isso porque mesmo sendo uma banda muito legal, não diria que ela facilmente seria absorvida pelo gosto médio de quem gosta de pop!

"Congratulation" é um disco de boas baladas com toques de country rock e harmonias vocais bem elaboradas. Foi um disco que marcou um bom ciclo musical. Tempos de Music Store e Casablanca!

Então tropecei - thanks god - em "No chocolate cake (2010)", disco que funciona exatamente pelas mesmas qualidades do seu antecessor de 96.

Desfrutem então de um disco otimista e dos raios solares entrando pelo ponto certo da janela de seu quarto atirados pelas letras e melodias desse disco!

"Miss Dissaray", "Wave bye bye" e "Somewhere tonight" só pra falar das que gostei na primeira rima e no primeiro acorde!

link: http://fileserve.com/file/XFy5Pt9/www.NewAlbumReleases.net%20Gin%20Blossoms%20-%20No%20Chocolate%20Cake%20(2010).rar

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Indivisibilidade

É tarde.

Quis escrever de outra forma, tentei, mas não pude.

Durmo tarde. Sempre foi assim desde muito criança.

Também moro só! Quer dizer.... Tem o Laércio, mas pra mim ele ainda está em visita a sua namorada que mora no Rio.

Morar só me faz dormir muito mais tarde ainda. Sei lá... Tento aproveitar o máximo a liberdade que isso proporciona. Gosto disso. Andar pela casa de madrugada é bom.

Fica um pouco pior quando estou doente como agora. Andei exagerando e isso trouxe pequenos problemas.

Fui inventar de jogar porra de tênis hoje e fudeu mais ainda. Em suma, ficou ainda mais difícil dormir.

De toda minha família que morava aqui – um lado todo do quarteirão era praticamente habitado pela família do meu pai – resta um primo acolá e meu tio que mora exatamente do meu lado.

Acredite que minha família parecia aquelas famílias que só se vê me filmes e novelas!

Meu tio não está nada bem! Foi um homem sóbrio e trabalhador. Sua esposa (ela, tia do meu pai) morreu tempos atrás e se você acha que não existe, ela era aquela senhorinha calma e caridosa que lembrava todos os aniversários e sempre trazia com todo amor e carinho – e a gente sempre respeitou muito – ou a toalha, ou o sabonete ou a “alfazema” pra nos presentear.

Meu tio agora não pode levar uma vida normal. Foi vítima de derrame e isso trouxe graves seqüelas.

Era ele agora a pouco saindo de casa e presumo, sendo levado ao médico durante a madrugada pelo seu filho.

Ao vê-lo sair, minhas memórias alcançaram velocidade “Mach 5” e inesperadamente me veio o termo “indivisibilidade”.

Refreei os pensamentos e fui tentar digerir aquilo.

Primeiro senti todo respeito que eu posso dedicar a alguém como ele que foi irrepreensível na disciplina e responsabilidade familiar. Sempre bastante calado, não foi homem carinhoso, mas muito afetuoso (aprendi essa diferença com outro senhor dias desses!).

Ele dividiu aconchego, proteção, ensinamentos e muitas outras coisas boas e as quais o mirei fazendo toda sua vida. Vi tudo isso com meus próprios olhos. Ele inclusive amou como um filho um dos meus irmãos!

Tentando organizar meus pensamentos, tomei nas mãos a obviedade e percebi que podemos dividir muitas coisas na vida. Que inevitavelmente vivemos o tempo todo dividindo!

Só que nesse processo, desapercebidamente, também se divide muita coisa ruim.

E o mais grave é exatamente o “desapercebidamente”!

E imediatamente compreendi que “dividir sem perceber” é como se compartilhássemos um número primo. A divisão não é exata!

E sendo assim não há divisão!

Vendo aquele homem outrora forte e seguro, agora indefeso, entendi que mesmo em sua fragilidade ele nunca foi indivisível e sua condição, por pior que seja, nunca o tornará indigno ou passível de apiedamentos.

Acho que o homem que lá está a definhar, está corretamente dividido entre capacidade e incapacidade, e mesmo em sua condição extrema, a ele foi concebido uma vida plena e totalmente correspondida.

E ele foi partido pela ordem natural das coisas!

Eu quero muito não ser partido antes da minha hora! Por isso a “indivisibilidade” me ocorreu!

Entendi mais ainda porque até mesmo juntos, supostamente indivisíveis (não é asssim que julgam ser os amantes?), temos que ser divisíveis, sabe?

Tenho certeza que vocês facilmente percebem que normalmente eu não escreveria da forma que me desvendei agora! Eu só quis dividir!

Já está amanhecendo... E eu não quero mais ser indivisível pra você!

ps: dedico a todos que não tem a mínima idéia do que eu acabei de falar

quinta-feira, 16 de junho de 2011

love it like you.mov



agora escuta essa aqui - n encontrei um video oficial da canção... esse é bem pessoal, mas tá até engraçadinho - e PELO AMOR DE DEUS me digam: alguém roubou alguém aê, não foi?

Na hora que ouvi Evan Hillhouse, pensei: opa... já ouvi essa música em algum lugar!!!!

Mortos e feridos, ambas são muito boas!!!!!!!

TENENTE CASCAVEL - O QUE EU PRECISO - CLIPE OFICIAL



primeiro escute essa canção...

Divulgação

arte: Natália Hisse

Pedro II - Espaço Cultural Amor e Revolução

Durante o Festival de Inverno, a cidade de Pedro II contará com um espaço para música e poesia que funcionará em "horários alternativos".

"Amor e Revolução" vai apresentar atrações musicais durante as tardes do festival e seguirá com sua programação na madrugada.

Quinta, sexta e sábado de 15h até 18h e de 02h até 05h!

Postarei o cardápio musical e suas localizações temporais em breve. Acho que até amanhã teremos produzido o cartaz para divulgação!

foto: Natália Hisse

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A seguir...

"A verdadeira história do melhor amigo do homem"

Pensamento em sílabas - Vampiro, MacDonald e Prostitutas

O que pode ser pior? Criar coragem e desligar a luz e logo ser perseguido por uma horda horrorosa de vampiros e acordar de madrugada com vontade de MacDonald ou sonhar com uma ex e acordar do lado de uma prostituta?

hahahaha... não precisa responder... só pensei em sílabas...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

até logo, e muito obrigado pelas ameixas

"It's hard to say you love someone
It's hard to say you don't"...

sábado rocker

11.05 (sáb) iremos tocar no bar do Churú. repertório autoral, alguns covers bacanas!

vai ser um sábado de diversão totalmente descomprometida e com muitos goles de cerveja a mais...

foto: Natália Hisse

O início

ansioso pra chegar a hora do novo elemento da mitologia "planeta dos macacos"!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Buffalo 66 (1998)

Não lembro exatamente onde começou a expansão mental que me levou pelos caminhos mais diferentes e não-convencionais do cinema...

Mas lembro bem que esse foi um dos meus primeiros filmes "diferentes".

Vicente Gallo estrela e dirige esse filme sobre uma difícil história de amor! Sujo, revoltado e amoroso!

Trilha sonora com algumas bandas de rock que dificilmente seriam ouvidas em filmes sem a rudeza desse artista que é Vicent! Tem uma cena de dublagem musical com um jazz super melancólico e maravilhosamente romântico.

Daí ele foi pro mais louco e incompreensível ainda "Brown Bunny (2003)"- com a famosa e polêmica cena de fellatio - e mora hoje na "incompreensibilidade" que reside nos idiotas!

link: http://www.megaupload.com/?d=U3XCOZ53 (copie e cole)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tim Kasher - Cold Love


olha que bacana e oportuno esse vídeo...

reparem na sacada "temporal" carimbada com rápidos "preto e branco" para explicar a trama!

aaahhh esse amor!!!!!!!!!!!!!

"músicas legais que ninguém conhece"

nossa próxima aventura musical será curiosa... "Pague 1 e leve 2"!

vamos fazer nosso show autoral (claro!) e depois vamos tocar músicas do cancioneiro roqueiro nacional, mas de bandas que a maioria nunca nem ouviu falar...

Reino Fungi, Graforréia Xilarmônica, Moptop, Volver, Flutuantes, Do Amor, Garotas Suecas, TNT, Cascavelletes, Frank Jorge e outros!

Ainda não temos banda convidada! Comentem quem vcs achariam bacana fazer a abertura do show!

foto: Natália Hisse

telepatia marciana

Enquanto escrevia o texto "homens de marte" recebi um e-m muito especial.

Parece ter sido uma resposta inconsciente assim como são as coisas do amor! Fringe...

Compartilho então o que acho pequenas respostas pra eventuais perguntas!

"Eu não tenho o menor saco pra bajulação. Papo sério. Se tem uma coisa que eu acho chata e difícil de lidar é com caras que metem na cabeça que eu sou uma pessoa maravilhosa, que estão apaixonados por mim e que querem ter qualquer coisa comigo. Eu me sinto lisonjeada, claro, mas não sei o que fazer com as ligações, com os convites, com as declarações. Fico sem jeito, acho injusto não gostar de quem gosta de mim. Eu fico numa agonia louca. E geralmente eu dou com a lingua nos dentes e sou até meio grossa. Não dá. Não consigo me forçar a ter casinho com quem não me desperta interesse. Sou muito de pele. Tão ucraniana quanto Clarice, toca ou não toca. Não sei tirar proveito de caras que estão interessados em mim. E olha, tá assim de mulher fazendo isso no mundo. Sério. Por conveniência, por ter alguém pra jantar, pra ir no cinema, pra não parecer sozinha. Eu não to nem aí se acham que eu to sozinha e ninguém me quer. Não to nem aí se eu não for a pessoa mais cheia de admiradores do mundo. Principalmente se quem me admira mal me conhece.

Só que de vez em quando um cara muito bacana aparece. Liga, manda mensagem, diz que quer sair comigo. Um cara educado, gentil, que quer me conhecer melhor. Aquele cara geralmente tá na lista B, uma lista de homens que eu admiro, que eu acho bacanas, mas que eu não me envolveira. Loucura? Sinceridade. Aí lá vou eu. Dou uma chance.

Saimos, conversamos e o cara é incrivel mesmo. O cara é o que todas as mulheres desejariam pro resto da vida. Atencioso, lê o que eu escrevo, inteligente, interessante. E entre um zilhão de caipifrutas de todos os sabores da galáxia ele me rouba um beijo. E eu não tenho um arrepio sequer. É péssimo. É triste. É horrendo. É horripilante.

Porque eu tolero um monte de coisa.Tolero uns assuntinhos bestas, tolero um pouquinho de falta de educação. Tolero um pouquinho de machismo. Mas a falta de arrepio, a falta de química é intolerável. Meu corpo então rejeita. E eu vou pra casa me sentindo a pior das criaturas humanas.

Vou pra casa e ainda meio embriagada de vodka sinto vontade de ligar pro cafajeste que não vale um vintenzinho. E ligo. E xingo. Ele provavelmente fica sem entender nada, mas ainda assim ri. Ele sabe o que provoca, sabe do que é capaz. Sabe que nem toda a filosofia, todo o conhecimento politico do universo, nem toda a educação, nem todo o bom gosto musical, conseguem desativar do meu cérebro o interesse e a atração física maluca que sinto por ele.

E eu fico louca de ódio. E eu fico com uma raiva tremenda. Por que será que esse negócio de pele mexe tanto com a gente? Vamos ser racionais? Vamos? Mentirinha. Em se tratando disso, se for racional demais estraga. Se pensar demais, analisar demais, vai pro buraco. Dá bode.

Mas que eu tenho vontade de arrastar o cara da lista B pra lista A, eu tenho!"


Adorei receber seu manuscrito, darling... o barman teve que me acompanhar até a porta e eu dormi no chão!!!! bjs

carta de marte

homens de marte











É sempre importante falar de amor! Senti-lo, muito mais.

De mais perto até ouço que no mais alucinado e irreverente recado ou adocicado texto que escrevo sempre está ali, mesmo que escondido, o amor!

Aproveito a chance de confessar (mais uma vez) que atos involuntários têm muito a ver com músculos involuntários correlacionados... Entendem, né?

Vai ao ar no “Interferência” dessa semana uma matéria que julguei ser oportuna visto o nosso dia de São Valentim que se aproxima!

Confrontei três casais de idades, modos e maneiras diferentes pra falar sobre seus diferentes pontos de vista sobre sentimentos e sensações! Claro que mesmo uma iniciativa como essa não dará respostas convenientes quando uma das primeiras e fundamentais lições que aprendi (e que aconselho a todos!) é que não dá pra medir ou decifrar instintos.

Digamos que por meio de um “dom” especial, posso afirmar isso! Um exercício de lógica dentro da coisa mais ilógica que existe.

Ademais, sobre o amor, é bom compreender que ele é puro instinto!

Foi fácil observar que encontrei seis pessoas com aptidão pra isso: compromisso!

Mas aí você já deve estar se perguntando: “ora bolas, mas todos não somos assim?”. E é claro que somos, mas o problema é COMO se dá o processo, e isso ninguém liga muito ou dá devida importância! Daí às lágrimas, decepção, negação, revolta e destruição o caminho se aproxima!

Alguém já se perguntou por que o final nunca é bom? A gente simplesmente só tem a certeza (inexata) que acabou porque não estava legal e mesmo num esforço pra digerir não tenta analisar! Prevalece a incomunicabilidade!

Claro que alguma coisa não foi bem, mas acho que é exatamente porque ninguém dá muita bola e não analisa o percurso que levou até o fim, que tudo degenera irremediavelmente!

Sem querer simplificar ou tirar a gravidade disso, a gente naturalmente fica puto por ter sido enganado, sacaneado, contrariado. Na tentativa de se proteger, diz pra si que tudo isso é normal, que acontece com qualquer pessoa e vai embora tentar ser feliz. Algumas vezes até tentando se esquivar do início da aptidão citada acima que naturalmente todos temos.

O processo reinicia e até funciona, quando de repente se encontra acidentalmente uma foto dentro de um livro que decidiu reler e vislumbra o que nas revistas em quadrinhos chamam de “what if?”.

Equação complicada: dúvidas + orgulho + medo x possibilidades – coragem + cotidiano.

Claro que ela não tem solução e que se for pra seguir em frente realmente, você não pode ler quadrinhos!

Todo mundo fala de quão desconhecido e misterioso é o amor, e ele pode até ser, mas a estrada até ele é que talvez não seja. Concordo que possui armadilhas, mas nada de misterioso reside nela!

“Como eu teria me saído dessa ou daquela forma?”. “Como teria sido minha vida se eu tivesse tomado aquele ou esse caminho?”. Perguntas que num certo grau são compreensíveis, porém com um pouco mais de atenção, são perceptivelmente covardes e que estimulam esse lance “além da imaginação” no amor! Puro mistério de novela do SBT.

Pare pra pensar que são mínimas as chances de você sentir o que se segue por qualquer pessoa ou por todo mundo: seu coração bater forte quando pensa nela; sentir dor de barriga com sua presença inesperada; olhar pernas, cabelos e corpos que guiem numa só direção; rir sozinho quando lembra algo peculiar; apontar imediatamente os pensamentos na direção dela se algo importante acontece; quando vê ou ouve algo especial a co-relação é imediata.

Fato: O homem não possui domínio sobre a atração pelo sexo oposto. E nem acho que consiga ter um dia. É como uma maldição que carrega, mas por menor que seja esse domínio, também é claro que não se sente essas sensações que descrevi acima por todo rabo de saia desse mundo. Claro que não! Impossível até pros mais desapegados.

Mas quando o homem enxerga a possibilidade da aventura, as células, os hormônios e músculos começam a guerrear com ele. É como se fosse um “eterno estado de paixão temporária”. Aí muitas vezes não dá pra resistir! Problema.

Some-se isso ao liberalismo feminino e não fica difícil o resultado!

E além do mais as mulheres são lindas mesmo!

Cada uma delas de uma maneira muito especial tem uma beleza infinitamente maior do que o todo de suas partes que incentivam esse desejo. E quando você tem capacidade de enxergar o que muitos não conseguem, forma-se um quadro que inevitavelmente vai se converter em várias trocas.

A beleza nefasta disso reside na escolha! A maior declaração de amor que alguém pode dar ao outro ou o pior desgosto que pode ser oferecido a alguém. Evitar ou sucumbir?

Ambas as decisões cobram preços nada fáceis.

Senhoras e senhores é isso mesmo! Se há a possibilidade de uma relação frívola, quem está lá? Quem? O homem!

Não é apenas coincidência ou obra de ficção homens como Charlie (Two and the half man), Sawyer (Lost), Luiz Mário (Malu de bicicleta), Alper (Alone) ou Hank (Californication), perfeitos espécimes de um hedonismo moderado, mas ainda assim detestável aos olhos dos outros, serem verdadeiros estereótipos do anti-herói masculino.

Ainda assim, cultuados por seus pares e até por boa parte do sexo oposto!

Sem exageros e cultos, possuo certo grau de simpatia por todos. São pessoas relativamente irresponsáveis porque existe o destemor desatinado das conseqüências, levemente volúveis, querem salvar o mundo da infelicidade alheia, aceitam o que são e como são tornando-os voluntariosos, obstinados de amor, oferecidos, reconhecem fácil as pessoas, são altruístas, fazem o mundo deles e não deixam o mundo fazê-los, instáveis, possuem um estilo definitivamente alternativo de vida e possuem pessoas maravilhosas ao seus lados, agora e certamente para sempre! Acima de tudo incompreendidos.

Você pode estar indagando que estou protegendo cafajestes mulherengos da condenação eterna da infelicidade. Estimulando a vadiagem ou a canalhice.

Você não poderia estar mais enganada (o)! De uma forma que pode parecer estranha, eles sabem melhor do que ninguém o que se anuncia ser amor verdadeiro!

Além disso, cafajestice se conecta muito mais nos que escolhem uma vida de aparências, cinismo desmedido, ausência de regras, violência e total arrogância.

Ciente desse “dito” animal que divido com eles, reconheço que acima de qualquer possibilidade ou extravagância, se não houver a condição do respeito a alguém que lhe é importante, nada realmente mais importa! Falta humanidade se assim for e, portanto, não existe amor!

Simples assim! Os homens assim o são! Afinal, isso não é recorrente nas “rodas de amigas”? Não é o que se observa no comportamento de quem nem ao menos conhecemos, mas temos direito de julgar porque é diferente de padrões? Não é quase um mantra quando o assunto são os homens e seus comportamentos que todos são iguais?

Não. Não são iguais! Na sua condição quase que inata eles se diferenciam. E a diferença é que existem uns covardes que escondem essas particularidades!

Assumir essa condição não deforma em absolutamente nada sua capacidade de amar alguém irrestrita ou incondicionalmente e muito menos ser amado com felicidade.

Pena que isso não seja de fácil convencimento.

Mesmo no meu insólito séquito de comparações, onde muito recentemente fui igualado a outro homem “especial” - falo do psicopata Dexter – nada de extraordinário possuem homens assim, além de uma capacidade intuitiva pra pequenas confusões e que por isso, normalmente são catalogados e caracterizados.

Pois bem, entrevistando os casais, percebi homens (que satisfazem o padrão) resignados pelo amor! E claro, nada de errado há nisso! Eles estão certíssimos. O mais novo acabou de entrar pela porta do comprometimento e está confortável e o mais experiente tem a sabedoria de relatar que tudo tem seu tempo!

Mesmo o 3º casal sendo homo afetivo (2 moças), fácil perceber que tudo se deu nisso que chamo “perfeita velocidade”.

Meu deus, que mistério há nisso? Eu não lhes disse?

Os homens (ou mulheres que se sentem masculinas e vice-versa) só não devem ter essa sensação de compromisso como algo que foi inspirado pela derrota, porque assim certamente irão fazer infelizes e tristes a si mesmo e seus amores! A síndrome do “não tenho aquilo, mas vou com isso”.

As mulheres, como sempre, são muito mais compreensivas e possuem as melhores qualidades quando se maneja as emoções. Pra elas é muito mais fácil admitir que sempre uma das partes ama mais – apesar de não crer fundamentalmente nessa regra imposta por elas por achar que existem tipos e maneiras de amar – são indiscutivelmente mais sábias e disfarçam um profundo nível de inteligência emocional em submissão e aceitação que engana um monte de desavisados nada espertos.

E a monotonia da convivência? Acho ser esse o maior dos medos masculinos. É como se fosse a mitológica Hidra de Lerna. Quanto você extermina uma cabeça mais outras aparecerão pra assombrar.

Imagine. É como se alguém desejasse que a pessoa que ela ama não fosse a mesma pro resto dos dias que lhe sobrarão juntos. O quê se pode esperar de um cara que ama alguém e quer que ela seja outras pessoas pra afastar o tédio da monotonia?

Viram só? Temo por nós!

Pode-se ser tão ou mais idiota com uma ferramenta de destruição em massa de relação como essa? Mas é assim que é!

Pra piorar, com o tempo os homens comprometidos passam a acreditar que se não fosse pela sua carteira no clube “U.P.S” (união para sempre), poderiam estar com outras pessoas! Isso cobra um preço no mínimo razoável para uma boa relação!

Ei garotão, já parou pra pensar que você também é a mesma pessoa todos os dias? Que a sua namorada/mulher pode naturalmente pensar em dar pro Richard Gere ou pro Rodrigo Santoro ou levar uma dedada do Johnny Deep?

E trazendo pro mundo das possibilidades plausíveis, não esqueça também que ela tem vizinhos, amigos de trabalho e imbecis (como nós somos ao estado natural) querendo meter no primeiro buraco que se dispuser!

Você ao menos imagina que leva desvantagem por ser um gênero muito menos vaidoso e cuidadoso? E que sua querida pode diariamente conviver com um neanderthal na hora da alimentação? Lavar cuecas borradas de merda,? Que ela tem que ouvir roncos e peidos insuportáveis? Que pode estar acompanhada por um desleixado que acha que não tem que impressionar e não se esforçar em manter o charme pra aquela que tem que “aturar” ou “já está no papo”?

Que numa mesma proporção que dispara seus medos de se deparar com alguém despenteada, hálito matinal, camisolas horrorosas, peitos sem muita firmeza, mesma posições e cheiros, peculiaridades desagradáveis, sua companheira também irá ter que enfrentar dissabores?

Seja um pouco mais coerente, ok Don Juan????

A coisa mais bonita no amor é a sua naturalidade. Amor é maravilha, é letra de música, é altruísmo, é riso, são meus textos, é memória e história e mais um tanto de outras coisas boas da vida.

Mas amor não tem razão. Amor é negócio. Amor dói. Amor maltrata. Amor decepciona. Amor não crê. Amor engana. Amor dissimula e por fim, o amor pode ser muito triste. E o amor é vingativo.

E mesmo observando esses aspectos sei que “o amor constrói”. Clichê real!

Digo isso porque tive que usar o óbvio e o clichê, pra falar de algo que a gente tem medo de falar e enfrentar: o amor também destrói! E temos medo de conviver com isso!

A entrevista deixou muitas lições bacanas: liberdade e confiança ainda são os principais elementos para uma boa relação; aceitar o que não se pode mudar; respeito é requisito pra boa saúde da relação; alguém tem que ceder; coisas simples como viajar, dançar ou tomar banho juntos faz uma grande diferença.

Mas realmente senti algo por dentro de verdade quando ao final da experiência, um dos casais falou com naturalidade perceptível de quem ama: “Ela é meu par e eu sou o par dela. Somos realmente um par perfeito!”

Quando se tem a capacidade de sentir isso, estamos prontos!

Todos os Charlies, Hanks ou Dexters do mundo inteiro sabem disso!

E acreditem, eles sabem quem são seus pares!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

preciso

Apesar da figura chauvinista leia-se "simbolismo".

Preciso urgentemente de uma assistente! Não preciso descorrer idéias e motivos pra ser entendido que mulher é muito mais eficiente e organizada!

Única exigência: curso de telepatia!

Os Azuis - Não Adianta Negar



olha só que banda legal!!!! E que letra, hein? bjs beibe...

Houve uma vez...

madrugada de terça, chego em casa e me deparo com uma pequena pérola amorosa pra lembrar que o amor se regenera...

Chico e Roza com "z" tem mais a ver cmg do q imaginava... só que no caso deles é uma fichinha de fliperama!

Não canso de ver e vi de novo!

Palavras finais de Walter Franco:

TUDO É UMA QUESTÃO DE MANTER
A MENTE QUIETA
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQUILO